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(In) Segurança - A mudança no comportamento da comunidade

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Furtos, assaltos e roubos sempre foram motivo de preocupação em todo o País. A região do Vale do Taquari, que já foi tranquila, tem enfrentado estas situação há algum tempo. Em Encantado, os índices elevados levaram a própria comunidade a buscar formas de se proteger de ações criminosas.

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Os índices
Dados da Secretaria da Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul (SSP) mostram que somente em Encantado, nos meses de janeiro a junho de 2017, foram registrados 218 ocorrências de furtos, furtos de veículos, roubos e roubos de veículos. Vale lembrar que furto é quando algo é tomado de alguém sem que o criminoso estabeleça contanto com a vítima. Já o roubo é quando o criminoso realiza esta ação havendo contato, violência ou ameaça com a vítima. O mês com maior incidência foi o de março, quando foram registrados 42 furtos, dois furtos de veículos e três roubos.
Na tabela, vemos que os registros costumam crescer ano a ano,com exceção dos anos de 2012 e 2013, em que os dados tiveram redução se comparados ao ano anterior. O ano de 2017 apresenta um total menor em comparação aos outros períodos em virtude de que os dados são referentes ao período de 1º de janeiro a 30 de junho. Sem contar os casos de furtos e roubos que não são registrados.

Mudanças no comportamento
Apesar do trabalho realizado pela Brigada Militar e Polícia Civil, os crimes continuam a crescer e assustar a população. Recentemente, uma vítima chegou a sofrer lesões corporais consideráveis em virtude de um roubo na sua residência. Em outro caso, criminosos invadiram uma casa em determinado bairro da cidade, durante o dia, levando diversos itens enquanto os proprietários estavam trabalhando.
A pesquisa “Retratos da Sociedade Brasileira — Segurança Pública”, publicada em março, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra nos números a insegurança. O levantamento, feito pelo Ibope em 141 municípios, entrevistou 2.002 pessoas em dezembro de 2016, e levam em consideração dados dos últimos 12 meses.
A pesquisa mostra que 70% dos brasileiros estão tomando alguma medida para não serem vítimas de criminosos. Entre as ações mencionadas, estão deixar de sair à noite, andar com menos dinheiro, deixar de circular por alguns bairros, aumentar a segurança privada (investimento em alarmes, grades em aberturas e nos pátios, rondas de segurança, sistemas de videomonitoramento), mudar de bairro ou mesmo trocar os filhos de escola.
Um dos pontos da pesquisa que chama a atenção é o fato de que 27% das pessoas mudaram o modo de se vestir para reduzir o risco de assalto ou de assédio.
As alterações de hábitos nos últimos 12 meses se devem ao fato de 80% das pessoas terem vivenciado de perto alguma situação de risco, como pessoas usando drogas (70%), a polícia prendendo alguém (50%), alguém sendo agredido (39%) ou assaltado (32%), ou estiveram presentes em um tiroteio (26%), entre outras. Das famílias brasileiras, 40% tiveram algum de seus membros vítima de furto, assalto ou agressão nos últimos 12 meses. Em 2011, 30% das famílias diziam ter sido afetadas. Dos entrevistados, 76% contrataram serviços ligados à segurança privada, como instalação de alarmes, grades e trancas, compraram armas ou contrataram seguros contra roubo ou furto.
Mais de 80% dos entrevistados acreditam que a criminalidade tem aumentado em virtude da impunidade. Para 75% das pessoas, penas mais rigorosas reduziriam a criminalidade e 85% defendem a redução da maioridade penal para 16 anos. Os crimes de ódio, originados por preconceitos de cor, de gênero, de classe social, de orientação sexual, entre outros, devem ser punidos de forma mais severa do que os crimes comuns, na opinião de 73% dos entrevistados.
As ações repressivas mais citadas como forma de melhorar a situação da segurança são o maior combate ao tráfico de drogas (43%), o aumento do policiamento (41%), das penas pelos crimes (24%) e o combate à venda ilegal de armas (21%). Para 83% das pessoas é preciso ter uma política de tolerância zero, em que todo tipo de infração seja punida. E 55% das pessoas concordam que a violência dos criminosos justifica a violência policial.

 

Videomonitoramento à vista

O sistema de videomonitoramento de Encantado deve chegar em breve, segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial (Aci-E), Marcos Tonin. “A empresa executadora está estudando os pontos críticos e fazendo um levantamento via satélite para a instalação das câmeras”, explica.
Conforme Tonin, o projeto tão sonhado deve sair do papel em breve. “O projeto está andando, está sendo feito, é questão de tempo para estar pronto, pouco tempo. Será algo muito moderno, de primeiro mundo”, diz o presidente, empolgado.

 

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