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Bayard é preso na capital gaúcha

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Porto Alegre – O médico andrologista, Bayard Ollé Fischer Santos, 59 anos foi preso no final da tarde de quinta-feira, 11 de fevereiro. Ele está detido no Presídio Central de Porto Alegre apontado como mandante da morte do vice-presidente do Cremers, o médico oftalmologista Marco Antônio Becker, 60 anos, em 4 de dezembro de 2008 na capital gaúcha

Bayard foi detido no Aeroporto Salgado Filho em uma operação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), quando desembarcava de um vôo procedente de São Paulo. A polícia monitorava Bayard depois de receber informações de que ele estava exercendo a profissão ilegalmente na capital paulista e também que havia rumores que planejava fugir para o exterior.
O advogado de Bayard, o criminalista Alexandre Maneghini Ramos, entrou com pedido de habeas corpus para o seu cliente. Ramos classificou de inverídicas as alegações para o pedido de prisão preventiva. No pedido de habeas, disse Ramos, estão anexados documentos que comprovariam que Bayard não está obstruindo a Justiça e tampouco pretende ir para o exterior. A documentação comprova que está na região onde reside e não planejaria fuga alguma. Inclusive, salientou o advogado de defesa, foi anexado ao pedido de liminar peças do processo assinadas pelo suspeito e seus defensores para comprovar que ele esteve presente em todas as ocasiões em que foi chamado pela Polícia. A suposição da fuga para o exterior surgiu, segundo o diretor do Deic, delegado Ranalfo Vieira Júnior, através do monitoramento feito em cima de Bayard. Isso ocorreu, disse o diretor do Deic, após a Polícia ter recebido informações de que ele planejava fugir para o exterior, aproveitando possuir a cidadania espanhola.
Quanto a informação de que Bayard estaria atuando em clínicas clandestinas na capital paulista, também é refutada por um dos defensores do andrologista. Ramos, que atua com mais quatro advogados, classificou de “leviana” esta acusação, feita pela Polícia. Bayard, salientou o defensor, há muito tempo não está clinicando, pois teve o seu registro cassado pelo Conselho.

Habeas Corpus  negado
O Tribunal de Justiça do Estado negou na noite desta sexta feira o pedido de habeas-corpus impetrado em favor do médico Bayard Fischer. O anúncio foi feito por meio de uma nota divulgada por volta das 22h30min. A desembargadora Laís Rogéria Alves Barbosa, da 2ª Câmara Criminal do TJ, foi a responsável por analisar o pedido. A magistrada decidiu manter a prisão, considerando o teor de receptações telefônicas que indicavam a intenção do réu em se desfazer do seu patrimônio e a elaboração de rotas de fuga, além de ter ocorrido a morte de um dos acusados. A manutenção da prisão foi fundamentada no art. 312 do Código de Processo Penal para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal.

Ex-secretário de Bayard também foi preso
No dia seguinte, 12 de fevereiro, por volta das 8h30min o ex-assistente do médico Bayard Santos, Moisés Gurgel foi preso em Roca Sales. Gurgel era o braço direito de Bayard. Ele apareceu nas duas escutas divulgadas pelo Ministério Público e seria o responsável por fazer contatos com o traficante Juraci do Campo da Tuca. Gugel foi encaminhado ao Presídio Central da Capital.

Advogados deixam o caso
Os advogados de defesa do ex-andrologista Bayard Olle Fischer renunciaram ao caso, na tarde de segunda-feira, 15 fevereiro. De acordo com o criminalista Alexandre Meneghini Ramos, um dos defensores do médico, a renúncia foi por motivos pessoais. Como último ato, ressaltou Ramos, a defesa entrou no Foro Central de Porto Alegre com um pedido de liberdade provisória para o ex-andrologista ou então a transferência deste para o presídio de Encantado ou Arroio do Meio, mais próximo de Roca Sales, onde Bayard reside. A equipe que renunciou é composta, além de Meneghini, por Marco Mejía, Alexandre Maziero e Rodrigo Torres.