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Ilópolis sedia a partir de hoje a 4ª Festa das Etnias

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Ilópolis está com tudo pronto para a 4ª edição da Festa das Etnias, que tem início hoje, sexta-feira, 13, e segue até domingo, dia 15. O evento, que teve sua última edição em 2008, ocorre na Praça Itália. Com o tema “Lendo a Diversidade”, a festa procura resgatar os valores étnicos, os costumes e, também, promover a integração de diversos povos, através do canto, do teatro, das danças, da música, do artesanato típico, da gastronomia, dos trajes típicos e de outras atividades.
Conforme a secretária municipal do Turismo, Desporto e Lazer, Ariana Helena Maia Cittolin, esta edição do evento tem foco na literatura e por isso apresenta novas opções de dança, arte e entretenimento. “Também queremos que a comunidade perceba a diversidade e se encante com o que foi proposto, para agregar mais conhecimento e viver cada vez melhor”, explica.
A entrada nos três dias de festa é gratuita. O evento está sendo organizado pela Administração Municipal em parceira com a Região dos Vales Procultura e conta com o patrocínio da Erva Mate Ximango, da Ervateira Rei Verde, da Cerfox e do Moinho Sangalli. A 4ª Festa das Etnias tem o financiamento do Pró - Cultura RS da Secretaria de Estado da Cultura.

Confira a programação:
13 de março (sexta-feira)
18h30min - Acolhida das autoridades e visitantes
19h - Abertura oficial da 4ª Festa das Etnias. Abertura da Feira do Livro e Exposição Fotográfica
20h - Coral AABB Vida e Canto com apresentação de cantos da música brasileira, italiana, alemã e africana
21h - Dança Afro com o grupo Herdeiros de Zumbi
21h30min - GAN Anita Garibaldi com apresentação de Danças Birivas
22h - Show com Beto Pires

14 de março (sábado)
8h - Abertura da Feira do Livro e Exposição Fotográfica
9h - Contação de história
10h - Espetáculo “20.000 léguas de leitura divertida”
11h - Danças Afro-brasileiras com o Grupo Quilombos
14h - Espetáculo da “Peça 4 contos de teatro de bonecos”
15h - Apresentação de capoeira, dança do Maculelê, acrobacias, atabaques e berimbau com o Grupo Oxossé e Mestre Karkará
16h -Espetáculo “20.000 léguas de leitura divertida”
17h - Orquestra Municipal de Encantado
19h - Danças Contemporâneas com o grupo Corpo e Movimento do CRAS de Ilópolis
19h30min - Danças Tradicionais Gaúchas referenciando a cultura italiana com o CTG Querência do Mate
20h - Dança Árabe com Mônica Mahasin
21h - Escolha das Soberanas
22h - Show com Sinandra Tesser
23h - Show com Joca Martins

15 de março (Domingo)
8h30min - Recepção no Santuário São Paulo Apóstolo com Banda Marcial e Grupo de Flautas de Ilópolis
9h - Celebração Religiosa em homenagem aos 10 anos de Gemellaggio entre as cidades coirmãs de Ilópolis-RS/Brasil e Auronzo Di Cadore Belluno/Itália
10h - Abertura da Feira do Livro e Exposição Fotográfica
10h30min - Descerramento da Placa de denominação do Centro Social e Cultural de Ilópolis
14h - Apresentação de hip hop da Raízes Árabes Escola de Dança
14h30min - Dança Alemã com sapato de pau do grupo Westfália Tanzgruppe
15h e às 16h - União Etnias Ijuí com dança Italiana, Letos, Espanhola e Portuguesa
18h - Orquestra Municipal Marques de Souza
19h - Encerramento com Show Ragazzi Dei Monti

 

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3.500 pessoas prestigiaram a abertura da Páscoa em Colinas

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No último domingo ocorreu a abertura das programações de Páscoa na Praça dos Pássaros. Em torno de 3.500 pessoas foram conferir a decoração e participar da Caça ao Ninho, brincar com brinquedos infláveis e ainda se divertir com o “Casal de Coelhos” que circulou pela cidade e interagiu com os visitantes. Além disso, lanches, bebidas, folhagens, flores, produtos coloniais e artesanato também foram comercializados no local.
“A programação de Páscoa tem por objetivo tornar a cidade um lugar agradável e acolhedor para ser visitado nesta época em que a Cristandade comemora a ressurreição de Cristo. Com isso queremos resgatar as tradições através da decoração das praças e das casas e também por meio de atividades, como a caça ao ninho e de brincadeiras diversas. Essa também é uma forma de oportunizar às crianças momentos de magia e alegria, através da interação com os casal de “coelhos”. Desta forma desenvolvemos o turismo na nossa cidade e elevamos a autoestima dos munícipes e visitantes, procurando proporcionar bem-estar a todos”, explica a secretária da educação, Tânia Fensterseifer.
No ano passado mais de 20 mil pessoas passaram pelo município durante as programações de Páscoa. A meta deste ano é ultrapassar este número. As atividades de Páscoa são realizadas nos finais de semana e feriados, na Praça dos Pássaros. A caça ao ninho ocorre das 14h30min às 17h. Por isso, os munícipes e turistas podem levar suas cadeiras, seu chimarrão e reviver com seus filhos as belas lembranças da infância. Para aquelas pessoas que adoram ficar conectadas, a Administração Municipal relembra que foi instalada internet na Praça dos Pássaros.
Visite o município de Colinas e se surpreenda com a alegria, a beleza, a descontração e a criatividade da cidade.

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Heroínas em casa e no trabalho

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Na última terça-feira, dia 8 de março, comemoramos o Dia Internacional da Mulher. Sim, sabemos que elas são merecedoras de nossa gratidão, mas não custa ressaltar o nosso respeito por elas -  sejam mães, filhas, esposas, amigas, donas de casa ou profissionais de qualquer segmento. E para homenageá-las, o jornal Antena escolheu um trio de mulheres guerreiras mais que especial para dizer a todas: parabéns pelo seu dia, mulher!

Enquanto você dorme, se diverte nas baladas dos finais de semana, enquanto toma chimarrão com familiares e amigos, elas estão de prontidão a te atender caso algo atente contra a sua vida. Estas mulheres – assim como muitos homens também - trocam o conforto dos seus lares e convívio com seus entes queridos, para ficar disponíveis a te prestar socorro caso você sofra um acidente de carro enquanto volta de uma viagem ou se afogue na piscina com amigos em um domingo ensolarado.
Rosane Didoliche (33), Tatiane Zorgetz (33) e Franciele Mucelin (25) são socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Jovens, sorridentes e competentes, elas conciliam a vida de profissionais da saúde aos papeis de mãe, esposa, filha, noiva, amiga... Diariamente, elas lutam contra o relógio para dar às vítimas que recebem seus cuidados mais tempo de vida e, nos “bastidores”, dedicam-se aos afazeres da casa, da família e de suas imagens: “precisamos também nos cuidar, nos mantermos apresentáveis e bonitas”, contam.
Cada uma tem a sua própria história, seus próprios desafios, mas as três compartilham um sentimento muito verdadeiro: o amor. Você, certamente, já deve ter ouvido a expressão “é muito amor envolvido”, usada para descrever momentos, relacionamentos ou interações. Neste caso, é muito amor envolvido entre estas mulheres e sua profissão. Para elas, cada dia é uma nova chance de salvar uma vida ou dar conforto nos últimos momentos de alguém.
Rosane é casada há nove anos e ainda não tem filhos. Tatiane é recém-separada e mãe de Isadora, de quatro anos. Franciele é noiva e reside em Doutor Ricardo, onde já planeja a vida ao lado do amado. Todas trabalham na unidade de Encantado e contam ainda com a colega Carine Santos, que também é socorrista, mas está de licença maternidade, à espera de Catharina, que deve chegar ainda neste mês. Ao lado destas quatro guerreiras, seis homens compõem o time do Samu de Encantado.
O início
Nossas três heroínas são técnicas em enfermagem, com experiência em hospitais e prontos socorros. Tatiane é a veterana do trio, com cinco anos atuando no Samu. Rosane está no trabalho há um ano e meio e Franciele é socorrista há seis meses. Chegaram ao Samu através de apresentação de currículos e muitos cursos. Fazem o sistema 12/36 horas – trabalham 12h ininterruptamente e folgam 36h. Independentemente de ser dia, noite, feriado, Natal ou aniversário: emergências não escolhem data e não respeita datas festivas.
Atuar junto ao Samu era sonho antigo destas mulheres. “Eu ouvia a sirene longe e sonhava em poder trabalhar no Samu, ajudar as pessoas que precisam”, lembra Tatiane. Rosane faz coro com a colega, mas destaca que, assim como qualquer outra profissão, esta também tem seus desafios. “O óbito é sempre uma possibilidade. Por mais que o profissional dê tudo de si, nem sempre é possível salvar algumas pessoas. Claro que fomos preparados para estas situações, mas é sempre um momento difícil também para nós”.

A base
Para lidar com a carga emocional em virtude do trabalho, estas mulheres encontram na família um forte alicerce. “A família tem que estar junto conosco, saber que não temos finais de semana ou feriados”, destaca Franci.
Rosane conta que o marido, Mauri Pacini (39), é quem lhe dá um grande apoio. “Minha família mora longe, então meu marido é quem me dá este suporte. É ele quem alivia meu coração”, frisa.
Tatiane conheceu o ex-marido por intermédio do Samu e chegaram a trabalhar juntos. Hoje, ele atua em outra empresa, mas ainda como socorrista. É da época que ela e Alciano trabalharam juntos que ela tem uma das mais marcantes histórias da carreira no Serviço de Urgência. “Eu estava grávida, e o Samu foi acionado para atender ao caso de um menino de quatro anos que se afogara. Infelizmente, o menino foi a óbito, e aquilo mexeu muito comigo, por ser uma criança, por não termos conseguido salvar, mesmo dando tudo de nós, e por eu estar grávida”, lamenta.
Tati conta que a situação dolorosa, muitas vezes, faz com que os familiares agridam verbalmente os socorristas. “Por vezes, alguns questionam a demora da nossa chegada, mesmo que, depois de acionados, temos poucos segundos pra sair”, explicam. A morte também gera constrangimentos. “Todas as vezes, sem exceção, fazemos todo o possível para salvar um paciente, mas nem sempre isso é possível. Algumas vezes chegamos ao local do ocorrido já com a vítima em óbito, outras, o caso é grave e não há o que possa ser feito, mas sempre tentamos, nem que seja pra dar conforto aos seus últimos momentos de vida. E alguns familiares nos culpam: xingam, gritam, nos insultam”, dizem.
Apesar das histórias que terminam de forma triste, muitas outras têm final feliz. “Há pouco tempo, fomos acionados por causa de uma senhora que estava com falta de ar. Ela foi atendida, medicada e ficou bem. Além de ser maravilhoso perceber que eu contribuí para salvá-la, ver os familiares agradecendo não tem preço. Cada vida vale o esforço”, comenta Franci.

Um amor desafiador
O trabalho destas mulheres exige muita coragem e calma, afinal, muitas vezes, elas têm nas próprias mãos a vida de outras pessoas. O treinamento, para homens e mulheres, é o mesmo, mas no dia a dia elas percebem uma diferenciação: o respeito. Tati, Rosane e Franci comentam que é comum que curiosos se concentrem ao redor de cenas de acidente e, por vezes, acabam atrapalhando o trabalho dos socorristas. Com isso, elas precisam pedir licença para a multidão, a fim de liberar espaço. “É incrível, mas a população não costuma nos dar ouvidos. Nem se berrarmos eles dão licença, mas tudo muda quando um dos policiais ou dos bombeiros pedem. Se for homem, as pessoas respeitam mais. Às vezes, parece que por sermos mulheres não temos autoridade neste quesito. Não pedimos que saiam para mandar, é porque precisamos de espaço para salvar vidas”, comentam.
Já entre a equipe, tudo é diferente. “Nossa equipe é maravilhosa. Nunca tivemos problemas de falta de respeito por parte dos colegas. Somos mesmo uma grande família”, comenta Franci. “Além de um bom relacionamento profissional entre nós, somos amigos e ainda contamos com a ajuda dos municípios, dos bombeiros, da Brigada Militar. Todos juntos em prol da vida”, comenta Tati.
Apesar das adversidades do trabalho, as três concordam que a profissão de socorrista exige mais do que dedicação e conhecimento técnico. “Nos cursos, tu aprende a fazer um curativo, a imobilizar um membro, mas o principal ingrediente é o coração. E o amor para isso tu não aprende na faculdade”, finaliza Rosane.

Sempre contra o tempo
O Serviçode Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Encantado, conta com 10 socorristas e condutores – quatro mulheres e seis homens – que atuam 24 horas por dia, sete dias por semana para atender a casos de urgência e emergência nos municípios de Encantado, Roca Sales, São Valentim do Sul, Muçum, Dois Lajeados, Nova Bréscia, Relvado, Doutor Ricardo e Vespasiano Corrêa.
Ao discar 192, sua ligação é atendida pela Central de Regulação Médica de Urgência. A telefonista fará algumas perguntas: motivo da ligação, endereço, município, ponto de referência e, em caso de acidentes, o número de vítimas. Alguns telefonistas do Samu já utilizam protocolos de triagem para encaminhamento mais rápido do chamado ao médico regulador. Neste caso, outras duas perguntas serão realizadas: A vítima está acordada? A vítima está respirando? Posteriormente, a ligação é transferida para um médico regulador, que faz o provável diagnóstico, orienta sobre as primeiras ações e avalia a necessidade de envio de uma ambulância. Esta avaliação é feita a partir das informações que você fornece por telefone, por isso é necessário estar junto ao local em que se encontra o paciente. Esta norma, preconizada pelo Ministério da Saúde, tem por objetivo garantir o encaminhamento mais adequado e permite que o médico regulador vá prestando as primeiras recomendações sobre o socorro, ainda pelo telefone, enquanto a pessoa aguarda a chegada da ambulância.
A regulação (nome dado às chamadas feitas para a Central) é obrigatória e precisa ser concluída: caso você desligue o telefone antes da finalização do atendimento, o chamado é anulado e precisa ser refeito. Ao chamar o Samu, tente responder todas as perguntas solicitadas e mantenha a calma: as ambulâncias só podem ser liberadas após a conclusão da regulação. As informações colhidas são de extrema importância para definir o tipo de ambulância que será enviada e as orientações que serão fornecidas até a chegada da equipe do Samu no local.
As socorristas afirmam que, apesar de amplamente divulgadas, algumas normas não são respeitadas. É obrigatório dar passagem a uma ambulância, por exemplo. “Mas a maioria dos motoristas não o fazem”, lamentam.
Outro ponto ressaltado pelas profissionais é a motivação dos chamados. O Samu atende urgência e emergência. “O sistema foi criado para atender casos que representem risco à vida das vítimas, ou que sejam potencialmente graves. Uma unha encravada não conta”, destacam.
A falta de respeito com o serviço também é realidade do trabalho. “Ainda existem trotes. Há algum tempo, por exemplo, fomos até São Valentim do Sul para atender um chamado. Chegando lá, descobrimos que era um trote”, lembra Tatiane. “Neste tempo, poderia ter ocorrido algo grave e talvez não chegássemos a tempo de salvar uma vida”, explica.

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Bebê recém-nascido é encontrado em lixeira

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Como em um outro dia qualquer, a dona de casa Neiva Numer (57), saiu de casa ontem, dia 27 de abril, por volta das 15h, para ir até a lixeira que fica em frente a sua casa, localizada no bairro Sete de Setembro. Solidária, ela costuma recolher peças de roupas que são descartadas, consertar e doá-las a quem precisa. Ao ver um agasalho na lixeira, ela o pegou, mas se surpreendeu com o que viu.
Neiva diz que estranhou o peso do agasalho, e imaginou que havia uma cobra ou um outro bicho enrolado dentro. Largou o abrigo de volta na lixeira e a roupa se mexeu. Com cuidado, resolveu abrir. “Quando desenrolei, vi o nenê e quase cai”, conta.
Neste horário, os termômetros da cidade marcavam cerca de 10º C, e a criança, enrolada no agasalho, vestia fralda e um pijama fino. Neiva correu até a filha para pegar alguma roupa e aquecer o bebê. “Eu não acreditei, realmente não acreditei”, diz, incrédula.

A ajuda
Neiva chamou a polícia, e teve seu chamado atendido através do 190 pelo sargento Cláudio Alves, responsável pela Brigada Militar de Roca Sales. “Inicialmente, achei que era trote, mas a voz trêmula da pessoa do outro lado da linha não parecia ser de uma brincadeira. Me desloquei até o local e vi o bebê quase sem vida, tremendo e roxo”, relata. O sargento deu os primeiros socorros e chamou a ajuda médica. A criança de olhos e cabelos claros foi o segundo bebê a quem o sargento resgatou. “A primeira vez foi em 1995, quando resgatamos um nenê no lixão de Encantado”, lembra.
A dona de casa afirma que gostaria de ter ficado com o menino. “A Brigada chegou, mas eu queria ficar com o nenê. Tenho cinco filhos, o mais novo tem 22 anos, eu queria um sexto filho, mas não deu”, explica.

Guerreiro saudável
Após receber os primeiros socorros, o menino foi levado ao Hospital Beneficente Roque Gonzales, no centro da cidade. A equipe médica atestou seu bom estado de saúde, e constatou que o pequeno havia nascido há menos de 48h. O médico Arnaldo Oliveira foi quem examinou o bebê. “Ele estava bem ventilado, ainda com o cordão umbilical. É uma criança em perfeitas condições que nasceu em parto domiciliar”, comenta. O profissional afirma que nunca havia passado por uma situação destas. “Em 76 anos, esta é a primeira vez que isso me acontece”, fala.
A dona de casa que encontrou o bebê acredita que um atraso pode ter salvado a vida do menino. “O caminhão do lixo costuma passar aqui sempre próximo as 14h, e ontem isso não aconteceu”, comemora. “Os lixeiros iriam jogar o casaco dentro do caminhão e nem veriam o bebê”.
A Polícia Civil de Roca Sales vai investigar as causas do abandono, sendo que não se descarta as hipóteses de negligência por parte da família ou mesmo um distúrbio pós-parto sofrido pela mãe.

Um novo lar
O menino de 3,8kg encontrado envolvo em um casadodentro de uma caixa de papelão, em uma lixeira na Rua José Brockpassa bem. O juiz plantonista determinou que a criança fosse encaminhada ao Abrigo Lar da Criança de Encantado.
Neiva não pode ficar com o menino, mas se diz feliz. “Foi uma benção ter encontrado o bebê. Ele poderá ter uma família que o amará e cuidará bem dele”.

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A puxada de tapete que Paulo Costi aplicou em José Calvi

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Paulo Costi é candidato a prefeito em 2020. Ele confirmou tal possibilidade na semana que passou. Ao puxar o tapete do vice-prefeito José Calvi (PTB), que sonhava em ser candidato a prefeito, Costi confirmou, sem falar, a estratégia. Ele não quer barulho ou concorrência lá na frente.
Uma possível vitória de José Calvi como prefeito daria à ele (Calvi) o direito de tentar a reeleição. E podemos supor que Calvi como prefeito, com estilo próprio e estrutura, é difícil enfrentar. E Costi entendeu que não deveria correr tal risco.
Tal atitude do prefeito para com o seu vice de oito anos está tendo repercussão regional. Algumas lideranças querem saber os detalhes. Questionam se houve brigas que inviabilizaram o avanço de Calvi.
Na verdade o PP e o PTB possuíam um acordo. Calvi depois de dois mandatos como vice, teria o apoio do PP. Agora, recentemente, numa reunião, os trabalhistas foram informados que o PP pretende indicar o vice num acordo com o PSDB, de Adroaldo Conzatti.
Tal posição provocou surpresa e incredulidade nos partidários do PP e PTB. Muitos não entendem as motivações de tal quebra de acordo.
O PTB em paralelo abriu negociações com o PMDB, onde o possível pré-candidato seja o vereador Jonas Calvi, como vice de Agostinho Orsolin.
Tais mudanças trouxeram repercussão. A mistura de nomes, a alteração de peças, entre siglas de governo e oposição, derreteu as análises. Todas as estratégias, discursos, teses e conversas dentro das siglas e nas rodas de conversa da cidade, estão sendo refeitas.
A decisão de Paulo Costi é arriscada. Ou é um gênio da estratégia, ou encerra uma biografia política que não precisa ter tal fecho.
Ao impor sua vaidade pessoal, fugindo até a postura de cordialidade que quase sempre o caracterizou, o prefeito mostra um desrespeito com o PTB que constrange também o PP.
O Partido Progressista de Encantado é uma das mais expressivas siglas da política regional. A posição de Costi coloca o PP numa situação de constrangimento sem necessidade. Por interesse pessoal, o prefeito deixou o PP e centenas de assustados filiados sem entender qual o sentido de tal decisão.
Os filiados e simpatizantes vão para a campanha numa situação delicada. Valendo a realidade desta semana quando setembro chegar e o clima eleitoral esquentar os progressistas poderão estar criticando o antigo aliado, o PTB; e elogiando Adroaldo Conzatti (PSDB), que no passado pertenceu ao PMDB, até então ferrenho e histórico adversário.
Costi pode até dizer em palanques, entrevistas e conversas que a decisão foi do partido, ou da executiva da sigla. Ninguém no PP decidiria algo, neste delicado momento, sem ter a autorização de seu principal líder. Se não bastasse, nas negociações todas esteve presente o secretário de governo, Flávio Costi, irmão do prefeito, que segundo alguns, pode ser a segunda opção para 2020.
A política é dinâmica e tudo muda. Mas as pessoas têm histórico e posição que marcaram suas vidas e muitas destas querem continuar assim. O ego da política nem sempre entende os códigos pessoais dos filiados e eleitores.

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A desencantada política de Encantado

A política de Encantado morreu. Os partidos de maior expressão amarraram um acordo de insensatez coletiva. Siglas de diversos tamanhos e tendências, que se degladiaram nos últimos anos, decidiram por se unirem.
Num lado do ringue o governo vai ao encontro da oposição. No outro, parte da oposição caminha para integrar o bloco que é governista.
O primeiro olhar sobre o assunto oferece a leitura da ampla capacidade de diálogo das lideranças e partidos. É sinal da força do diálogo, da democracia e da elevada maturidade do fazer político.
O segundo olhar é mais profundo na sua leitura e oferece outras reflexões. Estamos vendo e vivendo uma demonstração de vácuo, carência de propostas e projetos. O real é apenas a busca de poder.
Governo e oposição sabiam que teríamos eleição em outubro e a escolha de novos representantes. A oposição ainda não definiu os candidatos. A situação também não. Não houve a preparação de cabeças para executivo e legislativo nestes quatro anos.
Neste coletivo desequilíbrio decidiram costurar acordos de difícil entendimento para os filiados e eleitores.
As forças de governo e oposição terão 45 dias, a partir de 16 de agosto, para na campanha eleitoral dizerem aos cidadãos o que podem fazer para melhorar a vida das pessoas e a gestão desta cidade. E dirão pouco, pois ao misturarem posições farão, numa linguagem popular, a política do “cachorro correndo atrás do próprio rabo”. E tal realidade vai acabar nublando as análises e o entendimento dos eleitores. Na impossibilidade de esclarecer, vamos confundir, é a conclusão.
Será uma campanha breve não apenas em tempo, recursos e promessas. Será pobre, também, pois até o momento os nomes indicados não trazem a riqueza do novo, da pluralidade, de futuro, dificultando a renovação de liderança e a construção de projetos.
Os nomes tradicionais, dos possíveis pré-candidatos, até o momento divulgados, neste jornal e em outros merecem respeito, pois deram a sua contribuição, na política local.
Mas isto não lhes permite ter procuração partidária ou coletiva de fazer da eleição uma gincana estudantil. Estão esquecendo da gestão de quatro anos, a governança, e a propositura de projetos de médio e longo prazo.
Na fotografia de hoje, a política de Encantado virou piada para uns e surpresa para diversos.
Para mim, morreu. Seus experientes generais e alguns novatos oficiais não sabem mais o que representam no campo de batalha da elevada política como cultura e sentimento de um povo. Medalhas e honrarias perderam os sentidos.

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