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Ilópolis sedia a partir de hoje a 4ª Festa das Etnias

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Ilópolis está com tudo pronto para a 4ª edição da Festa das Etnias, que tem início hoje, sexta-feira, 13, e segue até domingo, dia 15. O evento, que teve sua última edição em 2008, ocorre na Praça Itália. Com o tema “Lendo a Diversidade”, a festa procura resgatar os valores étnicos, os costumes e, também, promover a integração de diversos povos, através do canto, do teatro, das danças, da música, do artesanato típico, da gastronomia, dos trajes típicos e de outras atividades.
Conforme a secretária municipal do Turismo, Desporto e Lazer, Ariana Helena Maia Cittolin, esta edição do evento tem foco na literatura e por isso apresenta novas opções de dança, arte e entretenimento. “Também queremos que a comunidade perceba a diversidade e se encante com o que foi proposto, para agregar mais conhecimento e viver cada vez melhor”, explica.
A entrada nos três dias de festa é gratuita. O evento está sendo organizado pela Administração Municipal em parceira com a Região dos Vales Procultura e conta com o patrocínio da Erva Mate Ximango, da Ervateira Rei Verde, da Cerfox e do Moinho Sangalli. A 4ª Festa das Etnias tem o financiamento do Pró - Cultura RS da Secretaria de Estado da Cultura.

Confira a programação:
13 de março (sexta-feira)
18h30min - Acolhida das autoridades e visitantes
19h - Abertura oficial da 4ª Festa das Etnias. Abertura da Feira do Livro e Exposição Fotográfica
20h - Coral AABB Vida e Canto com apresentação de cantos da música brasileira, italiana, alemã e africana
21h - Dança Afro com o grupo Herdeiros de Zumbi
21h30min - GAN Anita Garibaldi com apresentação de Danças Birivas
22h - Show com Beto Pires

14 de março (sábado)
8h - Abertura da Feira do Livro e Exposição Fotográfica
9h - Contação de história
10h - Espetáculo “20.000 léguas de leitura divertida”
11h - Danças Afro-brasileiras com o Grupo Quilombos
14h - Espetáculo da “Peça 4 contos de teatro de bonecos”
15h - Apresentação de capoeira, dança do Maculelê, acrobacias, atabaques e berimbau com o Grupo Oxossé e Mestre Karkará
16h -Espetáculo “20.000 léguas de leitura divertida”
17h - Orquestra Municipal de Encantado
19h - Danças Contemporâneas com o grupo Corpo e Movimento do CRAS de Ilópolis
19h30min - Danças Tradicionais Gaúchas referenciando a cultura italiana com o CTG Querência do Mate
20h - Dança Árabe com Mônica Mahasin
21h - Escolha das Soberanas
22h - Show com Sinandra Tesser
23h - Show com Joca Martins

15 de março (Domingo)
8h30min - Recepção no Santuário São Paulo Apóstolo com Banda Marcial e Grupo de Flautas de Ilópolis
9h - Celebração Religiosa em homenagem aos 10 anos de Gemellaggio entre as cidades coirmãs de Ilópolis-RS/Brasil e Auronzo Di Cadore Belluno/Itália
10h - Abertura da Feira do Livro e Exposição Fotográfica
10h30min - Descerramento da Placa de denominação do Centro Social e Cultural de Ilópolis
14h - Apresentação de hip hop da Raízes Árabes Escola de Dança
14h30min - Dança Alemã com sapato de pau do grupo Westfália Tanzgruppe
15h e às 16h - União Etnias Ijuí com dança Italiana, Letos, Espanhola e Portuguesa
18h - Orquestra Municipal Marques de Souza
19h - Encerramento com Show Ragazzi Dei Monti

 

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3.500 pessoas prestigiaram a abertura da Páscoa em Colinas

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No último domingo ocorreu a abertura das programações de Páscoa na Praça dos Pássaros. Em torno de 3.500 pessoas foram conferir a decoração e participar da Caça ao Ninho, brincar com brinquedos infláveis e ainda se divertir com o “Casal de Coelhos” que circulou pela cidade e interagiu com os visitantes. Além disso, lanches, bebidas, folhagens, flores, produtos coloniais e artesanato também foram comercializados no local.
“A programação de Páscoa tem por objetivo tornar a cidade um lugar agradável e acolhedor para ser visitado nesta época em que a Cristandade comemora a ressurreição de Cristo. Com isso queremos resgatar as tradições através da decoração das praças e das casas e também por meio de atividades, como a caça ao ninho e de brincadeiras diversas. Essa também é uma forma de oportunizar às crianças momentos de magia e alegria, através da interação com os casal de “coelhos”. Desta forma desenvolvemos o turismo na nossa cidade e elevamos a autoestima dos munícipes e visitantes, procurando proporcionar bem-estar a todos”, explica a secretária da educação, Tânia Fensterseifer.
No ano passado mais de 20 mil pessoas passaram pelo município durante as programações de Páscoa. A meta deste ano é ultrapassar este número. As atividades de Páscoa são realizadas nos finais de semana e feriados, na Praça dos Pássaros. A caça ao ninho ocorre das 14h30min às 17h. Por isso, os munícipes e turistas podem levar suas cadeiras, seu chimarrão e reviver com seus filhos as belas lembranças da infância. Para aquelas pessoas que adoram ficar conectadas, a Administração Municipal relembra que foi instalada internet na Praça dos Pássaros.
Visite o município de Colinas e se surpreenda com a alegria, a beleza, a descontração e a criatividade da cidade.

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Uma gestação, três bebês

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Foram 37 semanas de ansiedade e cuidados quadriplicados: pela mãe e pelos três filhos. Helena (31) e Giovani Pelegrini (34) conheceram na quarta-feira, dia 7 de outubro, o rosto de seus trigêmeos depois de uma gestação de alto risco.
A família é de Vespasiano Corrêa e os bebês nasceram no Hospital Beneficente Santa Terezinha de Encantado, ajudando a fazer a história da casa de saúde: este é o segundo caso do parto de trigêmeos nos 70 anos do hospital. O primeiro ocorreu há 29 anos, quando o dr. Nédio Pretto ajudou a trazer ao mundo os primeiros trigêmeos nascidos no município.
A ginecologista e obstetra dra. Clarice Prado Lopes foi quem acompanhou a gestação e ressalta a complexidade do caso. “Foi uma gestação de alto risco, já que pode ocorrer hipertensão e alteração nas crianças”, explica. Apesar de terem nascido prematuros, os bebês estão bem, resultado de um bom acompanhamento médico. “Foi uma gestação passo a passo, vivíamos uma semana de cada vez. O pré-natal foi bem assistido, e realizamos mais consultas e exames do que em outras gestações”, comenta. Helena e Giovani contaram com a experiência da obstetra e com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Vespasiano Corrêa. A médica destaca ainda a maturidade do casal. “Eles são nota mil. Têm pensamento positivo, são muito determinados, unidos e o pai é muito presente. Isto ajuda no desenvolvimento destas crianças”, frisa.

Lágrimas e sorrisos
Os pequenos nasceram de cesárea, assistidos por uma equipe numerosa: foram três pediatras, dois obstetras, um anestesista, três enfermeiras e cinco técnicos em enfermagem ansiosos por conhecer o trio. “Foi extremamente emocionante. Toda a equipe estava louca para ver o rostinho deles. Eu mesma chorei de emoção. Eu estava preparada, mas é um parto de risco e a carga emocional deste parto é muito grande. Deus nos ajudou muito a que tudo desse certo”, confessa a ginecologista dra.Clarice, que fez seu primeiro parto de trigêmeos.
O trio já tem nome: Heloísa, que nasceu com 2.740kg, Bruna, com 2,405kg e Gabriel que chegou com 2.095kg.

A família
Moradores do interior de Vespasiano Corrêa, na LinhaCoronel Maia, o casal transborda alegria e preocupação ao mesmo tempo. O casal de agricultores já tem um filho: Gian, de quatro anos. Os trigêmeos vieram de forma natural. “Só só fiz tratamento para ovulação”, explica a mãe. Os casos de gêmeos são comuns na família do pai. “Tem vários gêmeos do meu lado, tanto por parte de pai quanto de mãe”, comenta.
A notícia foi recebida com espanto. “O doutor Carlos fez o exame e viu que eram gêmeos. Até disse que queria ser padrinho. Depois a doutora Clarice fez a ultrassonografia e viu um, depois dois e depois três. Eu fiquei surpresa”, comenta a mãe. Giovani diz que ainda não acredita. “Eu fiquei algumas horas fora do ar. Pra ser sincero, eu ainda nem acredito que são três”.
Giovani diz que a mudança foi grande na casa. “É uma reviravolta, mas vamos viver um dia de cada vez. O importante é que eles têm saúde e estão todos bem”, comenta. Heloísa, a maior, foi a primeira a nascer, por volta das 7h40min, seguida de Bruna e Gabriel. Os pais já sabem a diferença. “Uma das meninas tem o rosto mais redondo, a outra mais comprido, mas vamos colocar brincos diferentes pra ajudar a identificar”, revela o pai.
Com três bebês, o casal vai precisar de ajuda. “Roupas temos bastante, mas fraldas vamos usar muitas”, comentam. Doações de fraldas para recém-nascidos e maiores podem ser feitas na Rádio Encantado AM.
• Joyce Alves Zanon

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Filho reencontra mãe depois de quase meio século

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Você já imaginou se, de uma hora para outra, descobrisse que foi adotado e aquele casal amoroso que o criou, na verdade, não são seus pais? Que aquelas crianças com quem cresceu, chamando de “mano” e “mana”, na verdade, não são seus irmãos biológicos? Ou ainda, se aquele sobrenome que você assina desde que aprendeu a escrever, na verdade, não é seu por laço sanguíneo? Parece história de novela, mas acontece. E bem perto de nós.
Olavo, hoje com 51 anos, nasceu e cresceu em Vespasiano Corrêa, e viveu intensamente sem se preocupar com parentes perdidos até seus 15 anos. Foi nesta idade que o rapaz, que até então chamava-se Olavo Mezzaroba, descobriu que havia sido adotado pelo casal que chamava de pai e mãe. “Foi somente depois da morte deles que tudo veio à tona”, conta. Até então, Olavo não desconfiava de nada. Foi depois de uma briga de adolescente com um parente que ele ficou sabendo da adoção. “Corri para a casa da Inês para saber se era verdade”, lembra. Inês, a irmã mais velha, acolheu o irmão adotivo. “Eu lembro que chorei muito, mas contei a verdade”.

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A descoberta
Olavo se redescobriu aos 15 anos. Seus irmãos não eram consanguíneos e seu sobrenome não era Mezzaroba. Ao ver sua certidão de nascimento, ele percebeu que seu nome verdadeiro é Olavo Fernandes de Mattos. “Naquela época não se exigia documentação para tudo. Você chegava em algum lugar, dizia o nome e pronto, não precisava provar por meio de documentos”, comenta. Foi aí que começou a busca pelos pais biológicos.Sua investigação deu resultados: quatro anos após descobrir a história, encontrou o pai, Luís Moreschi, hoje com 86 anos, em um município do Paraná. “Eu tinha 19 anos quando o encontrei. Mantenho contato com ele até hoje, mas ele nunca foi muito aberto a falar da minha mãe. Apenas dizia que eu nunca a encontraria”, lembra. Ao encontrá-lo, Olavo descobriu uma nova família: o pai casou novamente, tendo outros seis filhos, mas a busca pela mãe continuava.

Uma história de novela
A história de Olavo começa na década de 1960 e tem tantos desdobramentos que parece o roteiro de uma novela. Olavo nasceu em 2 de abril de 1964, em Linha Capoeira Grande, no interior de Vespasiano Corrêa. Antes dele, havia o primogênito Glaor; depois, a caçula Marlowa, falecida há dois anos. A mãe biológica, Leda Fernandes de Mattos Motta, teve o primeiro filho aos 13 anos e o último, a pequena Lúcia, que faleceu ao nascer, aos 17 anos. O marido, pai das crianças, abandonou a jovem mãe com três filhos e foi embora.
Sozinha e sem condições de criar os filhos, Leda precisou tomar a difícil decisão de doar as crianças.
Inês, à época com 16 anos, foi buscar o novo irmãozinho. “Lembro que meu pai chegou em casa de noite falando que a Leda estava doando as crianças. Ele ficou interessado e perguntou o que achávamos. Minha mãe concordou em pegar o mais velho, Glaor, que tinha três anos na época”, lembra a irmã adotiva. No dia seguinte, o pai de Inês avisou que o mais velho já havia sido adotado, mas ainda havia o Olavo e Marlowa, que esperavam por uma casa. “Logo após o meio-dia minha mãe me mandou buscar o Olavo. Eu fui, levando uma cesta para trazer os pertences dele. A Leda, sempre calma, me entregou o menino e correu para dentro de casa, com medo que ele chorasse ao ver que ele partiria sem ela”, rememora Inês. Olavo, que tinha um ano e oito meses, partiu para uma nova vida, acompanhado da irmã adotiva.
O rapaz cresceu na mesma cidade, mas com uma nova família. Seus irmãos – Glaor e Marlowa- também haviam sido adotados, mas cada um por uma família diferente. “A Marlowa nasceu na maternidade e foi adotada lá mesmo”, conta Olavo. Frequentando a escola, Olavo faz novas amizades, e arranja amigos para brincadeiras, entre eles, os próprios irmãos. “Tenho fotos da escola, do lado da Marlowa, sem saber que ela era minha irmã”, conta. Na cidade, todos sabiam da história. “Quando descobri que era adotado, fui falar com um professor e ele disse que todos sabiam, e que um dia eu também descobriria. Naquela época não se falava tanto do passado”, conta Olavo.

Nova família, mesma luta
Depois de andar pelo País, Olavo, agora homem adulto e caminhoneiro, estabeleceu-se em Nova Prata do Iguaçu, um município de pouco mais de 10 mil habitantes localizado no sudoeste do Paraná. Lá, casou com a agente educacional Lúcia Beth e teve três filhos: Alex Rodrigo (24), Rafaela (17) e Rafael (15). Apesar de o tempo ter passado, de ter constituído família, o sonho de encontrar a mãe nunca desapareceu. “Eu sempre disse pra minha família que amo todos eles e sou muito feliz com a vida que tenho, mas parece que faltava alguma coisa, eu realmente precisava encontrar minha mãe, saber se ela estava viva ou não”, comenta. E com o nome de sua mãe biológica, que consta na sua certidão de nascimento, ele deu sequência à busca.
Morando no Paraná, Olavo sempre aproveita as folgas para passear no Sul, com a esposa e os filhos. Vão a Vespasiano Corrêa, onde visitam a família adotiva. E nestas andanças, sempre atento a novas pistas sobre o paradeiro da mãe.
A esposa de Olavo, Lucia, diz que sempre soube do engajamento do marido em busca da família. “Procuramos na Interpol, na internet, em registros de pessoas falecidas. Procuramos por tudo, mas o nome da mãe dele, Leda Fernandes de Mattos, sempre resultava em milhares de pessoas e, nunca dava em nada”, comenta.

Uma nova pista
Com viagem de férias agendada para Vespasiano Corrêa, Olavo decide que, desta vez, iria para a região de Arvorezinha em busca da mãe. Mas uma nova pista chega antes de eles subirem as serras do Vale do Taquari. Já na casa da irmã Inês, a filha de Olavo, Rafaela, descobre o telefone da possível avó. “A Rafa decidiu procurar na lista telefônica e encontramos uma Leda Fernandes de Mattos Motta. Achamos estranho o Motta, um sobrenome só é adquirido depois de casada, então imaginamos que ela poderia ter casado novamente”, conta Lúcia.
A descoberta foi feita na quinta-feira, dia 7 de janeiro. A família não aguentou esperar e Lúcia decidiu tentar seguir a pista. Pegou o telefone e ligou para o número de Porto Alegre. “A mulher que atendeu confirmou o nome, mas quando disse que meu marido estava procurando pela mãe, ela disse que não tinha tido mais filhos. Este ´mais´ foi estranho e nos fez pensar que a tínhamos finalmente encontrado, mas decidimos esperar o Olavo voltar para casa para tentarmos novamente”, fala. Mas enquanto aguardavam, já faziam planos. “Ela negou ter outros filhos, mas a gente sabia que era ela. Então já tínhamos decidido ir a Porto Alegre na segunda-feira e resolver isso pessoalmente”, comenta Lúcia.
Ao chegar na casa da irmã e descobrir do contato com sua possível mãe, Olavo resolve telefonar para checar. “Liguei por volta das 18h da quinta-feira, contando a história e ela me pediu para ligar mais tarde. Retornei a ligação às 9h da manhã seguinte”. Leda, admite ter tido outros filhos e aceita conversar com Olavo. “Ela me passou o telefone celular dela e marcou um endereço para nos encontrarmos. Disse que eu poderia ir ainda na sexta-feira, mas como ela parecia na defensiva, resolvermos esperar até segunda”, argumenta Olavo.

O encontro
Na segunda-feira, dia 11 de janeiro, bem cedo, dois carros saem de Vespasiano Corrêa em direção a um encontro esperado por quase 50 anos. No caminho, param em Muçum para pegar Glaor, o irmão biológico de Olavo com quem ele retomou contato há anos. O encontro acontece no estacionamento de um mercado, localizado na Avenida Assis Brasil, na capital gaúcha. Além dos filhos Glaor e Olavo, Leda ainda pode conhecer a nora Lúcia e os netos Rafael e Rafaela.
Entre abraços e beijos, Leda contou sua história. Com 17 anos e com três filhos para criar, ela entregou as crianças para adoção. Dois anos mais tarde, deixou Vespasiano Corrêa e rumou para Caxias do Sul, onde foi tentar recomeçar a vida trabalhando em uma casa de família. Lá, conheceu o marido, um libanês que já tinha dois filhos de outro casamento e com quem teve outros três filhos. De lá, mudou-se para Porto Alegre, onde criou os filhos e os enteados, juntamente com o marido, que faleceu há nove anos. A família que Leda constituiu depois de deixar o Vale do Taquari ainda não sabe desta fase de sua vida até o momento. O falecido marido de Leda tinha conhecimento da história, mas os filhos do segundo casamento ficaram sabendo há poucos dias. Agora, próximo de seu aniversário de 70 anos, Leda recuperou os filhos que a vida lhe tirou. No próximo dia 28 de janeiro, a festa que irá celebrar as sete décadas de Leda terá toda a família, reunindo os descendentes do primeiro e do segundo casamento em momentos que prometem muita emoção. Olavo se diz contente. “Finalmente pude encontrá-la. Tudo que eu queria era saber onde ela está, não fui em busca de desculpas ou explicações. O que passou, passou, o importante é que possamos seguir adiante. Vamos deixar a surpresa e a emoção se dissiparem um pouco para poder vivermos ainda mais felizes as nossas vidas, juntos, de preferência”.
• Joyce Alves Zanon

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Protesto pede justiça por morte de frentista

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Familiares, amigos e conhecidos de José Carvalho Neto (29) realizaram um protesto no último sábado, dia 9, pedindo por justiça. O frentista foi morto na madrugada de 22 de janeiro, em Roca Sales, após ser confundido com um criminoso e atingido na cabeça por um disparo de arma de fogo, efetuado por um policial.
Cerca de 100 pessoas se reuniram em frente ao posto de combustíveis onde o frentista foi morto. Vestidos com camisetas pretas e carregando cartazes com fotos do rapaz e apelos por justiça, o grupo seguiu até a Brigada Militar (BM) e retornou. Em seguida, foram ao quartel da BM de Encantado, onde atuava o policial que atirou em José. O brigadiano foi afastado por licença médica, assinada por psicólogo, logo após o ocorrido.
Conforme a mãe do frentista, Loni Brito (49), a manifestação quis cobrar por um posicionamento do Judiciário. “Estamos lutando por justiça, por respostas. Lutando para agilizar o processo que demora muito. Estes policiais deveriam ser melhor preparados”, frisa.
Loni diz que durante todos os anos em que o filho trabalhou no posto, ela teve receio por ele trabalhar até tarde. “Ele ia de moto, todos os dias, de Arroio do Meio até Roca Sales, com chuva ou com frio. Eu sempre tive medo, rezava muito para ele ter segurança, mas ele me tranquilizava dizendo que era amigo dos policiais, que eles passavam horas lá fazendo companhia e tomando chimarrão, mas meu filho acabou morto por um policial”.
Segundo a mãe, José tentava proteger um policial à paisana que havia sido agredido em uma confusão. “Ele não estava armado. Quando a viatura da BM de Encantado chegou, já atiraram, dá para ver na gravação. O policial não deveria ter atirado para matar, ele se precipitou. Que fosse pro alto, mas não na cabeça. Ele não teve chance”, lamenta.Loni diz que aguarda por respostas. “Foi uma fatalidade, mas esta fatalidade foi um erro e os erros precisam ser punidos”, finaliza.

Demora na perícia
Após o episódio, a BM instaurou um inquérito policial militar para apurar as circunstâncias do fato. O Comando Regional de Polícia Ostensiva do Vale do Taquari (CRPO-VT) já realizou os levantamentos necessários e aguarda o resultado da perícia balística.O exame irá confirmar se o projétil que atingiu Neto partiu mesmo da arma do policial.
O inquérito aberto pela Polícia Civil também aguarda resultados da perícia para dar sequência à investigação. O caso está sob responsabilidade do delegado de Arroio do Meio, José Alberto Selig, que desde março responde pela delegacia de Roca Sales, em substituição ao delegado Silvio Huppes. Conforme Selig, a investigação deve ser concluída em breve, dependendo apenas de incluir o resultado da perícia balística. “Estamos aguardando o resultado de perícias. Não há como precisar data para isso, mas logo poderemos concluir as investigações para encaminhar à Justiça”, adianta.

Relembre o caso
Eram cerca de 2h30min da madrugada do dia 22 de janeiro. Neto estava trabalhando. Uma desavença entre um brigadiano que estava à paisana, o frentista José Carvalho Neto, uma mulher que bebia no local e seu companheiro, seu início à confusão que culminou com a morte do jovem.
Segundo os relatos da BM, a mulher e outras três pessoas estavam sentadas em frente ao restaurante do posto. Em determinado momento, um casal e o PM começaram a discutir, logo evoluindo para uma briga corporal.
O homem atingiu o policial no pescoço com um pedaço de um copo quebrado, causando um corte profundo, correndo em direção a uma casa em frente ao posto. Segundo testemunhas, o policial correu até seu carro, que estava estacionado no posto, pegou sua arma de fogo e partiu em busca do agressor. Da rua, efetuou três disparos em direção ao homem, que estava na casa do outro lado da via, não atingido ninguém. Neste momento, o militar deixou a arma cair e partiu contra o homem. Os dois voltaram a brigar, mas o soldado acabou desmaiando em virtude do sangramento, e o agressor escapou.
Segundo a BM, o frentista que trabalhava no posto teria pego o revólver e imobilizado a mulher que estava com o agressor. Neste momento, a Brigada Militar de Roca Sales chegou, com o reforço da BM de Encantado. José foi morto logo depois. O casal envolvido na confusão foi preso, na época, por tentativa de homicídio.

Outros casos
O Vale do Taquari registrou, desde julho de 2013, cinco mortes decorrentes de abordagem policial.
Abril de 2016
O caso mais recente aconteceu na noite da quinta-feira, dia 7, em Forquetinha. O morador de Santa Clara do Sul, Jair José Wolschick (30), voltava de carro para casa, acompanhado da mulher e dos dois filhos de dois e sete anos de idade. Por volta das 20h, o servente foi abordado por uma viatura da BM que fazia patrulhamento. Por não ter carteira de habilitação, Jair fugiu. Houve perseguição por cerca de 10km, até que o veículo enguiçasse. Conforme o boletim de ocorrência, o homem teria descido do carro e atirado pedra contra os policiais, que revidaram e atiraram contra Jair. Wolschick morreu no local. CRPO e Polícia Civil instauraram inquéritos para apurar os fatos.
Março de 2016
Cristian Gabriel Dienstmann (25), o “Amarelo”, morreu em uma tentativa de assalto a uma farmácia no Centro de Lajeado. Ele teria entrado no estabelecimento e rendido as funcionárias. Em seguida, dois policiais do CRPO-VT, que estavam à paisana nas proximidades, foram ao local. O suspeito foi morto com três disparos de pistola calibre .40 após atentar com uma faca contra os servidores, que lhe deram voz de prisão. O inquérito foi enviado à Justiça sem indiciamento.
Setembro de 2015
Dimitri Blau de Oliveira (23) morreu após ser baleado por um brigadiano em Estrela. Atendendo a uma ocorrência, dois policiais deram ordem de parada aos ocupantes de uma motocicleta, que tentaram fugir. Conforme a BM, os homens perderam o controle do veículo, caíram e, ao levantarem, sacaram revólveres, atirando contra a guarnição, que atirou em resposta. Oliveira foi atingido e morreu no hospital.
Julho de 2015
Miguel Osório Alves da Silva (17) foi morto após ser atingido por um disparo de espingarda calibre 12, em Lajeado, efetuado por um PM. O jovem estava em surto esquizofrênico e teria ameaçado policiais com duas facas. Os inquéritos apuraram que o policial agiu em legítima defesa, e o caso foi enviado à Justiça sem indiciamento. O Ministério Público (MP) arquivou o caso por entender que o policial teria agido em legítima defesa.
Julho de 2013
Lorran Rodrigues Diniz (19) foi morto por um disparo de arma de fogo efetuado por um policial durante uma briga em Santa Clara do Sul. A vítima e outros jovens teriam provocado o brigadiano, que fazia patrulhamento e entrou em luta corporal. O policial teria usado spray de pimenta para dispersar a confusão, mas acabou efetuando disparos de arma de fogo depois de ser agredido por Diniz. O jovem foi atingido na perna, que morreu horas depois no hospital.

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