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Dalia e Dália: nomes parecidos, forças semelhantes

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Ela tem 70 anos, mas parece uma moça. Esbanja energia, agrega pessoas ao seu redor e mostra que, sim, a cooperação pode fazer muita diferença na vida dos seres humanos. Não, não estamos falando da empresa Dália, mas de alguém que tem algo em comum: o nome.
Dalia Lorenz. A grafia é parecida, mas a ausência do acento muda a pronúncia do nome desta mãezona. Moradora da linha Ernesto Alves, em Imigrante, Dalia nunca esteve em Encantado, nunca visitou a Cosuel, mas conhece os produtos da empresa, que, em algumas vezes, fazem parte da rotina da família.
O nome dela também tem história: era para ser Dalila, mas, no cartório, não permitiram. “Meus pais queriam Dalila, mas o escrivão disse que era nome de cachorro, então ficou Dalia. Antigamente eles barravam muitos nomes sem um motivo convincente”, comenta.
Dalia e a Dália nasceram no mesmo ano: 1947, ambas no Vale do Taquari. A agricultora, em Imigrante, no dia 25 de maio. A empresa, em Encantado, em 15 de junho. E as duas comemoraram a chegada da septuagésima primavera com festa.
Foi em Imigrante que Dalia escolheu fazer sua festa. No dia 26 de maio, reuniu 73 convidados em um espaço cuidadosamente preparado para a ocasião, onde família e amigos comemoram com ela a chegada da nova idade.

A família
Assim como a Cosuel é muito próxima de seus associados, Dalia é muito apegada a sua família. Casou-se aos 18 anos, com Cláudio, com quem teve quatro filhas. Caren, já falecida, que teria 50 anos hoje. “Ela morreu com 17 anos, depois de passar três anos e meio sofrendo com diabetes”. Depois, veio Clari (48), Everlaine (46) e Ivanete (39). O marido já é falecido há 17 anos. “Ele morreu com 52 anos, vítima de câncer”.
Com o passar do tempo, vieram os netos. Suas quatro filhas mulheres lhe deram quatro netos homens. Ezequiel (28) e Ismael (22), filhos de Clari; Luís Henrique (17), filho de Ivanete, e João Vitor (3) filho de Everlaine.
Depois de muitos anos viúva, Dalia vive agora um novo amor. Há cinco meses, ela tem um novo companheiro: Auri (62), morador de Daltro Filho. “Nos conhecemos por meio de uma amiga em comum, e deu certo”, diz, animada. “Eu passo alguns dias lá, ele passa alguns dias aqui, mas cada um mora na sua casa. É um namoro”, conta ela.

A casa e a rotina
A Cosuel nasceu, cresceu e se fixou em Encantado, apesar de ter filiais espalhadas. Dona Dalia também deixou suas raízes em Imigrante.Ainda hoje, ela mora em uma casa com muitas histórias, boa parte dela em sua família. “Nasci há 70 anos, nesta casa, no quarto que hoje é meu”, lembra. Quando se casou, aos 18 anos, foi morar com os pais nesta mesma casa. Os pais, quando se casaram, foram morar na mesma residência, com os avós de Dalia. “Meu avô nasceu em 1900 e veio para esta casa quando tinha 24 anos, em 1924. Nesta época, a casa já existia. Não sabemos exatamente a idade dela, mas sabemos que a casa tem mais de 100 anos”, conta.
Neste tempo todo, a casa passou por reformas, mas não perdeu a essência. “Trocamos o piso de alguns lugares porque a madeira estava podre, ampliamos uma parte, fizemos garagem, mas a estrutura geral é a mesma. A parede da frente é original, a extensão e o formato da varanda também, assim como algumas paredes internas e o tamanho das peças”, explica. Dalia diz que não pensa em sair dali. “Esta casa vai ficar para as minhas filhas e netos”, garante.
No dia a dia, a rotina começa cedo, sempre cercada da família. Uma das filhas, Everlaine, mora com o marido e o filho, de três anos, na casa ao lado. “O netinho está sempre aqui. Às vezes, já noite, quando eu estou na cama, ele entra aqui só pra dar beijo de boa noite na vó”, explica a avó orgulhosa. Na mesma casa com Dalia, mora a outra filha, Ivanete, o marido e o outro neto.
A vida calma no interior agrada Dalia, que já morou na cidade. “Quando eu tinha seis anos, fomos morar na vila, mas eu voltava pra cá, pra ficar com meus avós. Não me adaptei à vida na cidade, e nunca mais voltei”, conta. Assim como o lugar onde morar, seu trabalho sempre esteve bem definido para ela. “Eu gosto é de trabalhar na roça. Até trabalhei um ano em uma firma, mas eu não gostei. Gosto de plantar milho, aipim, cuidar das plantas. Gosto de mexer na terra desde que era criança. Já tivemos animais, granja, mas hoje já não dou mais conta de tudo sozinha, os genros trabalham fora e também não podem ajudar, mas eu mantenho minhas plantações, pra consumo próprio e porque gosto”, comenta.
Dália e Dalia: duas guerreiras que cresceram através da força da família, nasceram no mesmo ano, na mesma região, e orgulhosas, criaram belas famílias.

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