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Cultura do abandono é uma das preocupações da Aeda

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Criada em 2006, a Associação Encantadense de Defesa dos Animais (Aeda) desempenha um papel de extrema importância para bichanos e humanos: o cuidado. Atualmente, a entidade localizada no bairro Vila Moça atende 80 gatos e 27 cachorros, todos vítimas de abandono e/ou maus tratos.
A presidente da entidade, Salete Isabel dos Santos Ferreira, vê com bons olhos a criação do Departamento, mas também se sente receosa em alguns aspectos. “É um avanço muito grande para quem não tinha nada. Fiquei muito contente com as propostas. As multas e as notificações para quem abandonar ou deixar seu animalzinho desprotegido, a possibilidade de fazer denúncias de maus-tratos com a garantia de anonimato, a microchipagem para garantir o cumprimento dos termos de adoção responsável... tudo isso é maravilhoso, mas tenho medo quanto à agilidade disto tudo. Enquanto este departamento está sendo montado, criado, as coisas seguem acontecendo, os animais seguem sendo abandonados e os custos vão crescendo”, explica.
A Aeda não tem um espaço próprio, apesar de ter mais de 100 animais. As instalações utilizadas são da residência da presidente, que adequou o espaço com recursos próprios para atender a demanda. “Era para ser um lar temporário, mas virou um lar definitivo. Gatos adultos as pessoas não adotam, e os cachorros procuram de porte pequeno, os maiores ficam. Não temos condições de acolher todos, infelizmente”, lamenta.
Sem renda fixa, a entidade vive de doações, de valores arrecadados com brechó e com muito amor e empenho de voluntários e da presidente, que acaba tendo que tirar do próprio bolso para arcar com as despesas. “Temos duas funcionárias, gastos com material de limpeza, medicação, tratamentos veterinários, clínicas, água, luz, ração... Só para gatos são 25kg de ração por semana, que custa R$ 220 o pacote para sete dias, e, infelizmente, as doações recebidas não chegam para isso”, destaca.
Salete ainda se preocupa com a “cultura de abandono” impregnada em algumas pessoas. “A Aeda não tem condições de castrar todos, e, às vezes, as pessoas adotam uma cachorra pequena, que cresce, não foi castrada e volta para a entidade cheia de filhotes, então o problema só cresce. As pessoas precisam aprender a lidar com as responsabilidades de se ter um animal de estimação.
Abandonar um bichinho porque está se mudando de uma casa para um apartamento, ou desistir do animalzinho porque ele ficou doente não é arcar com elas. Ter um animal de estimação não é só glamour, é preciso pensar que eles ficam doentes, que eles precisam de banho, de carinho, de atenção, de cuidados”, frisa.
A presidente ainda explica sobre a dificuldade de se manter a associação. “Os animais demandam atenção o tempo todo, é preciso dar banho, fazer medicação, cuidar, alimentar, verificar se eles estão bem. Durante a semana temos duas funcionárias, mas final de semana estes bichos também precisam de cuidados, e eu conto com algumas poucas voluntárias para isso, mas nós também temos trabalho, vida pessoal”, pontua.
Doações são bem-vindas para a Aeda. Valores podem ser depositados na conta da entidade, no Sicredi, agência 0136, Conta 44514-2. Doações de rações, materiais, jornais, papelão, roupas para o brechó, medicamentos e outros itens podem ser levados diretamente na entidade, localizada no bairro Vila Moça.

cultura do_abandono

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