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Comunidade debate os excessos de barulho na Padre Anchieta

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A Câmara de Vereadores de Encantado realizou no dia 30 de maio uma audiência pública para tratar de um velho problema: “os exageros do volume dos sons automotivos e das anarquias que são realizadas em especial na Avenida Padre Anchieta, próximo aos postos de combustíveis, o point da juventude encantadense e dos municípios vizinhos.
Na audiência, estiveram representantes dos poderes legislativo, executivo, Brigada Militar, OAB e representantes dos moradores, os quais buscavam alternativas para equacionar o problema, pois de um lado eram os moradores do entorno dos postos que reclamavam dos excessos que vêm ocorrendo não de agora, mas de décadas e de outro lado proprietários do Posto Anoni e jovens que contestam com relação ao barulho que não é provocado pelos frequentadores do posto, mas sim por carros que passam com som alto e motoqueiros que ficam acelerando nas imediações.
Os envolvidos tentaram esclarecer e buscar que se cumpra a Lei do Silêncio e ou o Código de Posturas do município. Várias foram as colocações e a representante dos moradores Clarice Huning relatou que foi feito um abaixo-assinado em final de 2016, em que mais de 100 pessoas assinaram e foi encaminhado para o Legislativo para buscar soluções para este grave problema de som alto e algazarras. “Em finais de semana e feriado, é sempre a mesma coisa, som alto, as pessoas utilizando as calçadas de casas e estabelecimentos comerciais para fazer churrascos, bebedeiras de jovens e adolescentes deixando garrafas e copos espalhados, queima de pneus em borrachões,” diz Clarice. Mas para que a audiência saísse os moradores ameaçaram os vereadores em chamar a imprensa. Mas antes do abaixo-assinado foram na prefeitura, fórum, promotoria e ninguém assumiu a responsabilidade. A Brigada Militar procura fazer sua parte dentro de suas possibilidades com a apreensão dos sons dos veículos.
Clarice ressalta que há um código de posturas no município, existem leis para isso, mas ninguém se responsabiliza em fiscalizar. “Queremos placas nas ruas informando as leis e que se faça a fiscalização aplicando as penalidades.” Ninguém é contra as pessoas tomarem seu chimarrão ou cerveja junto aos locais, mas o problema são os excessos nas bebedeiras e nos atos de vandalismo junto às moradias e estabelecimentos.
Fabiano Anoni, proprietário do Posto Anoni, ressalta que no pátio de seu estabelecimento os jovens se reúnem, fazem suas festas, mas que no momento que percebem o exagero é chamado a atenção, inclusive já por várias ocasiões chamaram a BM para amenizar a situação. Eles dizem que o problema não está no seu posto e sim na falta de conscientização das pessoas que circulam com som alto e nos frequentadores de outros locais.
No dia, ficou acordado que num primeiro momento será realizada uma ação educativa de conscientização das pessoas que freqüentam e passam por estes locais na Padre Anchieta e entorno. Segundo a fiscal do município Luciana Gonçalves, serão distribuídos folders, adesivos e colocados cartazes para chamar a atenção dos exageros cometidos.
“Ninguém quer acabar com o lazer, mas precisa se ter respeito com os demais. O nosso código de postura diz respeito a ruídos de empresas, indústrias e casas comerciais, não temos o poder de polícia para fiscalizar e autuar”, ressalta Luciana.
Como sugestão também surgiu a questão do videomonitoramento, que já vem sendo debatido entre a ACIE, Legislativo e Executivo. Com a implantação das câmeras será possível identificar quem são os baderneiros e aplicar a lei.

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